Educação pela excelência: estamos a criar robots em vez de crianças

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É comum ouvir pais a falarem sobre a importância da educação pela excelência que os filhos têm de tirar boas notas que é preciso estudarem mais em detrimento...

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Educação pela excelência: estamos a criar robots em vez de crianças

É comum ouvir pais a falarem sobre a importância da educação pela excelência, que os filhos têm de tirar boas notas, que é preciso estudarem mais em detrimento das atividades extracurriculares. No entanto, a questão que se coloca é: estamos a educar crianças ou robots? Será que as notas são realmente o fator mais importante da educação de uma criança? Será que uma criança é mais feliz ou será um melhor profissional porque tirou 20 a matemática? Será que ter uma média acima de 17 é o mais importante para a felicidade dos nossos filhos? Vou desde já responder-lhe que Não! Existem questões muito mais importantes na educação e felicidade de uma criança, do que as notas que tira na escola. Educação pela excelência: a importância das notas no desenvolvimento das criançasNão é incomum que pais falem comigo e perguntem o que é que estão a fazer de errado. Por mais que tentem, dificilmente conseguem que os filhos tenham boas notas, mesmo passando muitas horas a estudar diariamente. Nestes casos, por norma a primeira questão que coloco é o que é que as crianças fazem nos tempos livres, o que gostam de fazer e quais os hobbies que lhes dão realmente prazer. Muitos pais dizem-me que nos tempos livres os filhos têm explicações para poderem ter boas notas! Ou seja, se já não estão motivados para a escola, nos tempos livres, em vez de fazerem algo que gostam e que os motivam, fazem mais do mesmo, que é estudar. Ora bem, nos dias que correm, nós enquanto adultos estamos completamente embrenhados no nosso dia a dia. Entre trabalho, casa, afazeres domésticos e as outras centenas de tarefas que precisamos de desempenhar, muitas vezes os nossos filhos não têm da nossa parte a atenção que precisam. Dificilmente temos tempo para nos sentarmos com eles, fazer atividades, conversar… Deste modo, para muitos pais, o importante acaba por ser as notas que os filhos têm na escola. Se não fazem muito mais coisas que estudar, então o mais importante é que tenham boas notas! Contudo, o que a maior parte se esquece é que uma criança ou adolescente não deve estudar mais do que 1 ou 2 horas seguidas por dia, com intervalos de 5 minutos a cada 45 minutos. É preciso distrair a cabeça com outras atividade e fazer coisas que lhes dão prazer. É preciso que além de serem bons alunos, sejam também boas pessoas, empáticos, divertidos… De que serve um jovem ter 18 ou 19 valores a todas as disciplinas se depois não é uma pessoa feliz, ou se não sabe sequer socializar como deve de ser? E se em vez de focarmos no resultado olharmos para o processo?É claro que todos nós queremos que os nossos filhos sejam crianças e jovens felizes, e adultos bem sucedidos. E, é claro que boas notas pode ser importante para que isso ocorra. Mas, nem sempre ter boas notas ou um curso superior faz com que as pessoas tenham uma carreira de excelência. E, além disso, é importante considerar que a inteligência não tem obrigatoriamente de ser sinónimo de boas notas. Dois bons exemplos de homens bem sucedidos e que não eram bons alunos são o Steve Jobs e Bill Gates. Nenhum deles terminou a faculdade e não é por isso que não foram pessoas bem sucedidas na sua área de atuação. Assim, é importante que ensinemos os nossos filhos que mais importante que os resultados, são os processos que nos levam aos mesmos. Por isso, promova:

  • A importância da escuta ativa
  • O prazer da autonomia e da responsabilidade
  • A motivação pelo conhecimento
  • A aprendizagem através do erro

Além destes pontos, nunca deixe que o seu filho se compare com outras crianças. É um erro que inconscientemente ele irá levar para a vida toda. E, acredite que essa comparação, vai ser sempre negativa para a sua autoestima. Cada um é como é, e estamos a tentar educar crianças, não robots.

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